segunda-feira, 17 de junho de 2013

Porque a rotina enfraquece o amor?



Às vezes fico pensando na queda de braço que é a vida real. Não basta amar e ser amado, não basta ter uma vida boa. A gente precisa ser feliz. Mas porque a gente não consegue ser feliz amando e sendo amado, tendo uma vida boa? 

... Ah, a paixão...

Esse é o fator que dá asas, que faz sonhar. É o sal, o brilho do sol, a luz da lua.

É esse sentimento, que não tem receita de bolo, nem blá blá blá wiskas sachê. Ele é autônomo, vai e vem quando quer, e quando vai, deixa apenas boas lembranças. E a gente guarda fotos, pétalas de rosas, poemas velhos na esperança de que ela volte. 

Ficamos tão enraizados na rotina, na familiaridade, que a gente esquece da intimidade. Do toque, da vontade de dividir mais do que o arroz e feijão da panela.

Eu sinto falta da parceria para o inusitado, do toque inesperado, daquele sorriso indecente no meio da tarde.

De não ter horário agendado para o sexo.

E vocês, do que sentem falta?

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